Este blog destina-se a um espaço para discussão, articulação e criação dos mais variados temas, em uma proposta filosófica/existencialista a fim de externar os meus delírios cognitivos.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Desconheço...
A Indiferença Social
O cinismo intelectual
A ignorância nata
O egoísmo que mata
A vergonha Nacional
O ódio racial
O preconceito mudo
E o povo surdo...
Grace Teles
12/08/1993
12/08/1993
Se a vida fosse...
Se a vida fosse
Entrar numa lanchonete,
Pigarrear com tosse
E chamar a garçonete...
...seria fácil...
Se a vida descomplicasse
Nas atitudes e decisões
Se avida continuasse
De repente por várias gerações...
...seria fácil...
Se a vida amanhecesse
Como um entardecer de noite
E se ela acontecesse em uma manhã, uma tarde e uma noite...
... seria fácil...
Mas o Se, por ser condicional não existe.
Tenho que mudar o poema.
Então, seja Vida!
Tudo isto e mais o que não foi mencionado.
porque agora percebi,
Que se não tivesse mudado,
Nada estaria acontecendo
E que apesar de ter apelado,
mais uma vez o poema,
Ficou condicionado...
Grace Teles
19/09/1993
domingo, 25 de setembro de 2011
Torta de Café
E a receita ?
lá vai...
Torta de Café
Ingredientes da massa:
1 copo de ovos
1 copo de açúcar
1 copo de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
3 colheres (sopa) de chocolate em pó
Modo de Preparo:
Bata os ovos com o açúcar até ficarem claros e espumosos.
Peneire a farinha com o chocolate e o fermento e junte à massa, misturando bem, sem bater.
Coloque na forma e asse em forno moderado.
Desenforme quando esfriar e divida a massa em 3 discos.
Alterne camadas de massa com o recheio e cubra com o glacê.
Ingredientes do recheio:
1 xícara (chá) de açúcar
3 gemas
1 colher (sopa) de maizena
1 xícara (chá) de café quente, bem forte (pode ser coado ou solúvel)
200 gr de manteiga
Modo de Preparo:
Bata o açúcar com as gemas e a maizena, escalde com o café e leve ao fogo brando até engrossar.
Bata bem a manteiga, acrescente ao creme de café já frio, aos poucos, e bata um pouco mais, até tudo estar bem ligado.
Ingredientes do glacê:
250 gr de açúcar
1 xícara (chá) de café forte
2 claras em neve
Modo de Preparo:
Ferva o açúcar com o café até ponto de fio bem grosso.
Coloque sobre as claras batendo sempre, até esfriar.
Cubra rapidamente a torta.
Bon Apetit!
Grace Teles
Cândido Portinari
CANDIDO PORTINARI, Colheita de café (Cosecha de café) 1958
Óleo sobre madera, 60 x 73 cm
Colección Particular, SP
domingo, 18 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Pense...
"O Homem, se não é definível, é porque primeiramente é nada. Só depois será, e será tal como a si próprio fizer".
( Heidegger )
( Heidegger )
Bom Sábado! E ótimo fim de semana!
Grace Teles
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Veio a calhar... Vide Texto 28/08/2011
Carta de Repúdio ao Dicionário PUCquiano do "Bixo" (Calouro) 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Descrição Independência ou Morte
"Independency or death." Despiction of the declaration of the Brazilian independence by Prince Pedro (later Emperor Pedro I) on 7 September 1822. Oil on Canvas painting by Pedro Américo (1888)
Autor: Pedro Américo (1843–1903)
1
Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a Mãe gentil;
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil
Já raiou a Liberdade
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil
Refrão:
Brava Gente Brasileira
Longe vá, temor servil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
2
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve Mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil.
Houve Mão mais poderosa
Houve Mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.
(Refrão)
3
O Real Herdeiro Augusto
Conhecendo o engano vil,
Em despeito dos Tiranos
Quis ficar no seu Brasil.
Em despeito dos Tiranos
Em despeito dos Tiranos
Quis ficar no seu Brasil.
(Refrão)
4
Ressoavam sombras tristes
Da cruel Guerra Civil,
Mas fugirão apressadas
Vendo o Anjo do Brasil.
Mas fugirão apressadas
Mas fugirão apressadas
Vendo o Anjo do Brasil.
(Refrão)
5
Mal soou na serra ao longe
Nosso grito varonil;
Nos imensos ombros logo
A cabeça ergue o Brasil.
Nos imensos ombros logo
Nos imensos ombros logo
A cabeça ergue o Brasil.
(Refrão)
6
Filhos clama, caros filhos,
E depois de afrontas mil,
Que a vingar a negra injúria
Vem chamar-vos o Brasil.
Que a vingar a negra injúria
Que a vingar a negra injúria
Vem chamar-vos o Brasil.
(Refrão)
7
Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil:
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
(Refrão)
8
Mostra Pedro a vossa fronte
Alma intrépida e viril:
Tende nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil.
Tende nele o Digno Chefe
Tende nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil.
(Refrão)
9
Parabéns, oh Brasileiros,
Já com garbo varonil
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil.
Do Universo entre as Nações
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil.
(Refrão)
10
Parabéns; já somos livres;
Já brilhante, e senhoril
Vai juntar-se em nossos lares
A Assembléia do Brasil.
Vai juntar-se em nossos lares
Vai juntar-se em nossos lares
A Assembleia do Brasil.
(Refrão)
O Hino da Independência é um dos símbolos oficiais da República Federativa do Brasil. Sua letra foi composta por Evaristo da Veiga e a música é de Dom Pedro I.
Segundo diz a tradição, a música foi composta pelo Imperador às quatro horas da tarde do mesmo dia do Grito do Ipiranga, 7 de setembro de 1822, quando já estava de volta a São Paulo vindo de Santos. Este hino de início foi adotado como Hino Nacional, mas quando D. Pedro começou a perder popularidade, processo que culminou em sua abdicação, o hino, fortemente associado à sua figura, igualmente passou a ser também desprestigiado, sendo substituído em 1831 pela melodia do atual Hino Nacional, que já existia desde o mesmo ano de 1822.
As estrofes 3, 4, 5, 6, 8 e 10 não se encontram na versão mais famosa e compacta do Hino.
Descrição Dom Pedro compondo hino da independência.
O Imperador Dom Pedro I do Brasil compondo o Hino da Independência em 1822.
Data 1922
Autor Augusto Bracet (1881-1960)
Autor Augusto Bracet (1881-1960)
Fonte de pesquisa: Wikipédia
domingo, 4 de setembro de 2011
Liberdade ...o que é?
Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.
Cecília Meireles
domingo, 28 de agosto de 2011
Carta de Repúdio ao Dicionário PUCquiano do "Bixo" (Calouro) 2011
Carta de Repúdio
O teor etílico do vocabulário proposto aos calouros pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto, o Centro Acadêmico da Melhor Universidade do país, vem de encontro aos anseios do homem pós-moderno, preocupado com a forma de ser e de estar neste mundo.
Tal manual listou de A a Z alguns nomes de bebidas alcoólicas.
Antes de tornar a iniciação etílica do Universitário (este sendo a expressão máxima de liberdade do homem ao abraçar o que melhor lhe convém para o exercício de sua cidadania, o que compreende seu exercício profissional) um plus, para a inserção do aluno neste meio de excelência, o Centro Acadêmico 22 de agosto , que já teve em seu rol os melhores intelectuais do Brasil, deveria rever seus princípios e até mesmo a Filosofia PUCquiana, no que tange ao Orgulho de ser PUC!!!
Antes de tornar a iniciação etílica do Universitário (este sendo a expressão máxima de liberdade do homem ao abraçar o que melhor lhe convém para o exercício de sua cidadania, o que compreende seu exercício profissional) um plus, para a inserção do aluno neste meio de excelência, o Centro Acadêmico 22 de agosto , que já teve em seu rol os melhores intelectuais do Brasil, deveria rever seus princípios e até mesmo a Filosofia PUCquiana, no que tange ao Orgulho de ser PUC!!!
Faço aqui o meu apelo:
Aos que têm amor para consigo próprios, para que com a altivez necessária, permaneçam no mundo das virtudes, sabendo que o ideal que perseguimos, como futuros operadores do Direito, é o ideal do bom, do belo e do justo.
O bom é estar sóbrio frente as dificuldades que apresentar-se-ão ao longo desta jornada.
O álcool, droga lícita, a exemplo do cigarro, demonstra a muleta utilizada para aplacar as inseguranças. É o retrato das mazelas, é a fragilidade exposta, que põem à margem seus usuários.
Aos que têm amor para consigo próprios, deixo uma receita, já que conselhos não andam em voga...uma receita que não é minha, mas de Içami Tiba, psiquiatra e um grande educador da atualidade, receita esta de gente responsável, qualidade que deve ser inerente aos que abraçaram o Direito:
Faz parte do comportamento responsável:
- Não trangredir regras
- Não transgredir leis
- Respeitar os mais velhos
- Respeitar o próximo
- Respeitar o meio ambiente ( o ambiente no qual estamos inseridos )
- Manter a lucidez consciente (não consumir drogas)
Ou então, que se faça constar na próxima edição do Manual do Calouro os temas a seguir elencados:
- Abstinência
- Barbárie
- Culpa
- Confusão
- Dependência Química
- Dependência Psicológica
- Depressão
- Doenças
- Desagregação ( Social e familiar )
- Embriaguês
- Estupidez
- Escravidão dos vícios
- Falibilidade do ser humano
- Fugacidade da Vida
- Impotência
- Pequenez Moral
- Solidão
- Vergonha
Faltam-nos modelos, exemplares, manuais de Boa Conduta.
Por amor! Não se deixem influenciar pelo Mal, pelo que é ruim.
O álcool é uma droga que destrói além de neurônios a capacidade de viver a realidade em toda a sua plenitude: gaguejar diante da pessoa amada, ter o coração disparado ao encontrá-la, sentir os apelos do corpo no abraço de quem se ama! Entender, elaborar, criticar, raciocinar, esboçar, tecer parecer, responder, perguntar, e muito mais...
O álcool anestesia os sentidos!
Viva sem drogas!
Viva de verdade! E seja feliz!
Grace Teles
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Redação: O homem pós-Moderno
A sociedade contemporânea encontra-se em xeque, tendo mesmo que rever regras para resolver os desafios atuais.
Vivemos o encontro das três eras da comunicação: falada, escrita e a digital e precisamos de novos paradigmas para resolver problemas sem precedentes históricos.
É o planeta gritando sua exploração, com seus recursos já não tão renováveis assim, o homem em crise, sujeito, às vezes, pacífico de sua história e as Instituições em falência, mediante tanta corrupção e confusão.
Há quem utilize a Teoria do Caos para justificar as mazelas e há quem faça das mazelas, a mola propulsora para um status quo permeado pela criatividade, pela reflexão, pela ética e por princípios nobres que nos levem a respostas mais autênticas, sobretudo, para nosso próprio bem.
Grace Teles
23/08/2011
Há quem utilize a Teoria do Caos para justificar as mazelas e há quem faça das mazelas, a mola propulsora para um status quo permeado pela criatividade, pela reflexão, pela ética e por princípios nobres que nos levem a respostas mais autênticas, sobretudo, para nosso próprio bem.
Grace Teles
23/08/2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Série Evangelística em Curitiba/Brasil
Clamor da Meia-Noite com Pr. Fernando Iglesias
Agora, Domingo 21/08/2011
apresentação Ao Vivo!
Linda!
Bjs,
Grace Teles
AO VIVO - IASD CENTRAL DE CURITIBA: Ao Vivo - Culto Divino Sábado 9h e Escola Sabatina...
AO VIVO - IASD CENTRAL DE CURITIBA: Ao Vivo - Culto Divino Sábado 9h e Escola Sabatina...: ESCOLHA AQUI O CANAL PARA ASSISTIR AO VIVO - IASD CENTRAL DE CURITIBA RÁDIO ADVAI TV NOVO TEMPO TV NOVO TEMPO - ESPANHOL TV NOVO TEMP...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Surto Psicodélico
Surtei, voltei para os anos 70 e lembrei de muitas músicas que marcaram a minha infância!!! Nossa!
Muito legal!
Bjs,
Grace Teles
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Eu não escrevo...
Eu não escrevo...as palavras é que soltam-se de mim...
à revelia de minhas intenções...
...oras escandalizando-me...
...oras apaziguando meu universo interior...
...vagam até o encontro derradeiro com o papel...
Grace Teles (20/06/2007)
créditos para a foto em
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A verdade está na Bíblia...e conhecereis a verdade e esta vos libertará...
Aos olhos de tantos homens cultos, inteligentes, o voltar-se ao texto bíblico, que prevê toda esta cena, não passa de tolice...mas, para os que creem em Deus como o Criador e mantenedor de nosso "status quo", o voltar-se para o texto bíblico significa não apenas a única resposta para eventos apocalípticos , pois estes se inclinam para destruição, mas, e substancialmente, o voltar-se para o texto bíblico nos permite Salvação, eterna e a alegria de disseminar este tipo de conhecimento antigo e atual, dada a sua natureza!
Oxalá, todos os homens de bem caiam em si diante dos acontecimentos de nossos dias.
Para quem não sabe, como aprender da Bíblia Sagrada, as Igrejas Adventistas do 7º Dia dão gratuitamente para a comunidade cursos bíblicos, com pastores preparados por 5 anos em Universidades onde aprendem com maestria seus ofícios!
Fica a sugestão para os incautos, voltar-se para o texto bíblico a fim de nos preparar para a Volta triunfal do Salvador: Jesus Cristo, a fim de restabelecer o reino de Deus!
Bom final de Semana e um Sábado muito Feliz à todos!
Grace Teles
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
No dia de hoje...
...Pense...
No dia de hoje minha pretensão é a seguinte: fazer três amigos: Pedro Bial, Sérgio Groissman e Arnaldo Jabor ( não necessariamente nesta ordem ) e os mais desavisados me perguntariam os porquês...
...descobri um outro ainda mais ou tão inteligente quanto...Mario Sérgio Cortela...então seriam quatro ( como os mosqueteiros ).
Pense em um dia nublado, frio, com a bolsa fechando em queda...milhões de pessoas precisando verdadeiramente de água potável...e a gente conversando sobre o quê poderíamos fazer de concreto para vivermos nossos relacionamentos com autenticidade, criando filhos com DNA(s) alterados para solucionar questões tão importantes em nossa dimensão insignificante...
...Pense...a prosa poderia não rolar assim tão amistosamente porque dois deles é sabido que não creem em Deus, mas ... até a arte da dúvida , da crítica , poderíamos exercitar!
No dia de hoje eu apenas queria pensar...
E ...para não usar o verbo no tempo errado, hoje eu só vou pensar, deixar o pensamento correr livre e solto e agradecer a Deus por nos fazer seres pensantes, capazes de ...elaborar...!
Grace Teles
domingo, 24 de julho de 2011
Tudo que se quer - Composição: Andrew Lloyd Webber-Versão:Nelson Motta
Olha nos meus olhos!
Esquece o que passou.
Aqui neste momento,
Silêncio e sentimento.
Sou o teu poeta;
Eu sou o teu cantor;
Teu rei e teu escravo;
Teu rio e tua estrada.
Vem comigo meu amado amigo
Nessa noite clara de verão!
Seja sempre o meu melhor presente.
Seja tudo sempre como é.
É tudo que se quer.
Leve como o vento,
Quente como o sol
Em paz na claridade,
Sem medo e sem saudade.
Livre como o sonho,
Alegre como a luz;
Desejo e fantasia
Em plena harmônia.
Eu sou teu homem,
Sou teu pai, teu filho,
Sou aquele que te tem amor.
Sou teu par, o teu melhor amigo.
Vou contigo, seja aonde for
E onde estiver estou.
Vem comigo meu amado amigo;
Sou teu barco neste mar de amor.
Sou a vela que te leva longe.
Da tristeza, eu sei, eu vou!
Onde estiver estou
E onde estiver estou
Esquece o que passou.
Aqui neste momento,
Silêncio e sentimento.
Sou o teu poeta;
Eu sou o teu cantor;
Teu rei e teu escravo;
Teu rio e tua estrada.
Vem comigo meu amado amigo
Nessa noite clara de verão!
Seja sempre o meu melhor presente.
Seja tudo sempre como é.
É tudo que se quer.
Leve como o vento,
Quente como o sol
Em paz na claridade,
Sem medo e sem saudade.
Livre como o sonho,
Alegre como a luz;
Desejo e fantasia
Em plena harmônia.
Eu sou teu homem,
Sou teu pai, teu filho,
Sou aquele que te tem amor.
Sou teu par, o teu melhor amigo.
Vou contigo, seja aonde for
E onde estiver estou.
Vem comigo meu amado amigo;
Sou teu barco neste mar de amor.
Sou a vela que te leva longe.
Da tristeza, eu sei, eu vou!
Onde estiver estou
E onde estiver estou
quarta-feira, 20 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Feliz Sábado!
Informações Técnicas
Obra: Vaso Com Flores
Artista: Antônio Helio Cabral
Tipo: Pintura
Técnica: OST
Assinatura: C.I.D.
Dimensões: 100.0 x 140.0 cm
Bom Sábado!
Grace Teles
terça-feira, 12 de julho de 2011
Retrato Social por Eliane Brum
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles
sábado, 2 de julho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Fernando Pessoa
" Já estou tranquilo. Já não espero nada.
Já sobre meu vazio coração, desceu a inconsciência abençoada,
de nem querer uma ilusão".
Imagem retirada de http://world.m3n4.com/general/2011/fernando-pessoa
Fernando Pessoa - 13 de Junho de 1888
O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.
Out of Africa...
“Eu tive uma fazenda na África, no sopé das montanhas Ngong. O Equador passa por essas terras, cem milhas ao norte, e a fazenda ficava a uma altitude de seis mil pés. Durante o dia parecia que havíamos subido perto do sol, mas as manhãs e o fim da tarde eram límpidos e agradáveis, e as noites eram frias”.
“Eu tive uma fazenda na África, no sopé das montanhas Ngong… Ali era a África mais pura, a seis mil pés de altitude, como a essência forte e refinada de um continente… Nas montanhas você acorda de manhã e pensa: estou aqui, onde deveria estar.
Meryl Streep e Robert Redford em um dos filmes mais encantadores do Século passado!
Rico em fotografia e com uma história linda, humana o bastante para ser mais que um filme sobre uma relação extraconjugal de uma aristocrata...
O Livro pode ser encontrado na Livraria Cultura!
Dois grandes prazeres...o da 7ª Arte - O Cinema e o da leitura - A Literatura...
Bela recordação!
Informações e fotos retirados de http://www.terracotabolsas.com/rato/?p=696
terça-feira, 7 de junho de 2011
Conceito de Jazz...by Grace Teles
Jazz é uma letrinha exdrúxula, com um vocal maravilhoso e um instrumental perfeito...
Grace Teles
domingo, 5 de junho de 2011
Canção da Vida
O espaço é conquistado
para o exercício da vida.
Em letras me acho
e sou sempre lida.
Se penso estar esquecida,
ao invés de um embaraço,
jogo-me em teu abraço e
julgo-me ser querida.
Se preciso, volto e faço, não tenho saída.
Meu coração,
mantega derretida,
começa a achar uma graça
esta conquista do espaço para minha canção da vida.
Já por esperançosa e abençoada,
me animo a novas caminhadas:
- descubro o jeito e aprendo
- do que não aprendo o jeito, mais curiosa fico.
Já por esperançosa e abençoada,
me animo a novas caminhadas:
- descubro o jeito e aprendo
- do que não aprendo o jeito, mais curiosa fico.
Grace Teles
Canção Excêntrica
Canção Excêntrica
Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre meu passo,
é distância perdida.
Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço,
- do que faço, arrependida.
CECÍLIA MEIRELES
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