domingo, 24 de julho de 2011

Tudo que se quer - Composição: Andrew Lloyd Webber-Versão:Nelson Motta

Olha nos meus olhos!
Esquece o que passou.
Aqui neste momento,
Silêncio e sentimento.
Sou o teu poeta;
Eu sou o teu cantor;
Teu rei e teu escravo;
Teu rio e tua estrada.


Vem comigo meu amado amigo
Nessa noite clara de verão!
Seja sempre o meu melhor presente.
Seja tudo sempre como é.
É tudo que se quer.


Leve como o vento,
Quente como o sol
Em paz na claridade,
Sem medo e sem saudade.


Livre como o sonho,
Alegre como a luz;
Desejo e fantasia
Em plena harmônia.


Eu sou teu homem,
Sou teu pai, teu filho,
Sou aquele que te tem amor.
Sou teu par, o teu melhor amigo.
Vou contigo, seja aonde for
E onde estiver estou.


Vem comigo meu amado amigo;
Sou teu barco neste mar de amor.
Sou a vela que te leva longe.
Da tristeza, eu sei, eu vou!
Onde estiver estou
E onde estiver estou




sexta-feira, 15 de julho de 2011

Feliz Sábado!



Informações Técnicas


Obra: Vaso Com Flores

Artista: Antônio Helio Cabral

Tipo: Pintura

Técnica: OST

Assinatura: C.I.D.

Dimensões: 100.0 x 140.0 cm


Bom Sábado!

Grace Teles



terça-feira, 12 de julho de 2011

Retrato Social por Eliane Brum

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)


ELIANE BRUM


Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).

E-mail: elianebrum@uol.com.br

Twitter: @brumelianebrum

oração . a banda mais bonita da cidade

Érico Santos em Cafezal






Vai que esse lema " pega "...



Foto em Obuscar.com

Motivo

                 

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.


Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.


Cecília Meireles






Cacau Show...



Um showcolate!!!
Trufa tradicional...
Hummmmmmm



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fernando Pessoa

" Já estou tranquilo. Já não espero nada.
Já sobre meu vazio coração, desceu a inconsciência abençoada,
de nem querer uma ilusão".








Imagem retirada de http://world.m3n4.com/general/2011/fernando-pessoa

Fernando Pessoa - 13 de Junho de 1888




O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.

Fernando Pessoa

Out of Africa...



“Eu tive uma fazenda na África, no sopé das montanhas Ngong. O Equador passa por essas terras, cem milhas ao norte, e a fazenda ficava a uma altitude de seis mil pés. Durante o dia parecia que havíamos subido perto do sol, mas as manhãs e o fim da tarde eram límpidos e agradáveis, e as noites eram frias”.



“Eu tive uma fazenda na África, no sopé das montanhas Ngong… Ali era a África mais pura, a seis mil pés de altitude, como a essência forte e refinada de um continente… Nas montanhas você acorda de manhã e pensa: estou aqui, onde deveria estar.


 


Meryl Streep e Robert Redford em um dos filmes mais encantadores do Século passado!
Rico em fotografia e com uma história linda, humana o bastante para ser mais que um filme sobre uma relação extraconjugal de uma aristocrata...




O Livro pode ser encontrado na Livraria Cultura!
Dois grandes prazeres...o da 7ª Arte - O Cinema e o da leitura - A Literatura...
 
 
Bela recordação!
 
 
 
Informações e fotos retirados de http://www.terracotabolsas.com/rato/?p=696
 


domingo, 5 de junho de 2011

Canção da Vida



O espaço é conquistado
para o exercício da vida.

Em letras me acho
e sou sempre lida.

Se penso estar esquecida,
ao invés de um embaraço,
jogo-me em teu abraço e
julgo-me ser querida.

Se preciso, volto e faço, não tenho saída.

Meu coração,
mantega derretida,
começa a achar uma graça
esta conquista do espaço para minha canção da vida.

Já por esperançosa e abençoada,
me animo a novas caminhadas:

- descubro o jeito e aprendo
- do que não aprendo o jeito, mais curiosa fico.

Grace Teles


Canção Excêntrica




Canção Excêntrica



Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.

Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-me num abraço
e gero uma despedida.


Se volto sobre meu passo,
é distância perdida.

Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.


Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço,
- do que faço, arrependida.

CECÍLIA MEIRELES





terça-feira, 24 de maio de 2011

Torta Chocotino no Mais Você !








Ingredientes: 600 g de chocolate meio amargo
200 ml de café coado forte e quente
Meia xícara (chá) de licor de café
1 envelope de gelatina incolor dissolvida conforme o fabricante
600 g de chocolate ao leite picado
200 ml de café coado forte e quente
200 g de leite em pó
1/2 litro de creme de leite fresco batido em ponto de chantily com 2 colheres (sopa) de açúcar e 1 colher (chá) de canela em pó

Modo de preparo:


1- Numa panela em banho-maria derreta o chocolate meio amargo. Junte 200 ml de café coado forte e quente, o licor de café e 1 envelope de gelatina incolor dissolvida conforme o fabricante. Mexa bem até formar um creme homogêneo. Deixe amornar e leve esta mistura para uma fôrma redonda de fundo falso (22 cm de diâmetro) forrada com papelão e as laterais com acetato. Leve para geladeira por +/- 20 minutos ou até que fique firme.
2 - Numa outra panela em banho-maria derreta 600 g de chocolate ao leite. Junte 200 ml de café coado forte, 200 g de leite em pó. Mexa até formar um creme homogêneo.
3- Distribua a segunda parte (na fôrma) e leve para gelar por mais 10 minutos. Retire novamente a fôrma da geladeira e complete com 1/2 litro de creme de leite fresco batido em ponto de chantily com 2 colheres (sopa) de açúcar e 1 colher (chá) de canela em pó.
4- Desenforme e sirva polvilhando um pouco mais de canela em pó sobre o doce.

RENDIMENTO: 11 porções

Bon Apetit!

domingo, 8 de maio de 2011

A elaborar...


...A RELEVÂNCIA DO TER


O Chapéu





Escolhi o vestido, marrom de poá creme, tubinho, vesti as meias de seda chocolate, sapatos marrons e uma valise creme já em sépia devido ao uso contínuo.
Certamente irei de chapéu.
Minha personalidade marcante pede que eu deva ofuscar alguns candidatos e manter os holofotes sobre mim.
Desci o velho elevador, fechando a grade como quem vira uma página, ouvi a discussão dos Andrade, num bate-boca violento, com xingamentos e gritarias que não me fizeram chamar os macacos por serem comuns demais os arroubos intempestivos daquele casal! Acabaria em barulhos noturnos com vozes aindas mais altas denunciando o que faziam.
A pilha de processos que eu carregava, fazia em meus braços vergões. O quê aos incautos pareceriam chibatadas me faziam pensar...como eu deveria aparecer no gabinete do Desembargador Eurípedes exausta e em pleno exercício mental para convencer-lhe o espírito???
Cheguei ao estacionamento pronta para abrir a porta do carro e...onde estava as chaves? Não, eu não podia ter esquecido das chaves...meu Deus, como alguém que tem um compromisso inadiável, esquece de pegar as malditas chaves do carro? Assim,...esquecendo, em cima da mureta, que separa o hall do elevador das escadarias...Voltei para buscar as chaves, aproveitei para deixar os processos na portaria pois iria subir somente por alguns instantes.
Voltei ao meu andar e lá estavam elas...a me esperar. Girei sobre os calcanhares e desci no mesmo elevador. Novamente fechei a grade e adorei pensar no charme nostálgico de um elevador com uma grade corrediça.
Muitos prédios no Centro ainda têm este tipo de elevador. São Paulo é sempre o passado de mãos dadas como futuro...Como gostei de vir para cá. Meus pais,  percorreram um longo caminho de Portugal até aqui ...
Novamente passando pela portaria, retirei meus pesados processos, para então ir ter com o Poderoso Desembargador. De lá mesmo, voltaria ao escritório para uma tarde cheia de trabalho e de leitura, ... Dois volumes com mais ou menos quinhentas páginas cada um.
Novamente o Desembargador povoa meus pensamentos ... por onde começar? O quê falar? O quê não dizer?
Abri a porta do carro e despenquei a pilha de papel por sobre os bancos do passageiro quando dei por conta de um envelope no banco traseiro. Engraçado, não me lembro de ter deixado nada sobre o banco e logo peguei o que mais parecia ser uma correspondência.
No envelope, meu nome escrito em letras caligráficas...um Convite:  Quando abri, pude perceber que ele havia sido jogado pelo vidro do carro entreaberto. Era o convite do casamento da Eleonora do 76. Casamentos são festas tão íntimas! Parentes e amigos próximos!!! Tá bom demais da conta...vizinho...nem por educação!!! Não vou., apesar do requinte do convite recomedar  a festa. Cansei de festas.
Ao sair, aquela espiada básica no retrovisor, conferindo olhos, dentes, batom e o chapéu...ri porque pensei tô com tudo em cima!
A oração colada no painel, a Armadura de Deus, Efésios, 6, alimenta o espírito e o investe de poder para mais uma batalha. Agora sim, são 6: 47 no relógio. Saio da zona Sul para chegar ao Centro. Em duas horas estarei sentada no Chalita, tomando meu café com pão francês. sentei na " minha' mesa e de lá, só com o acenar das mãos , o próprio, já fez o meu pedido. os jornais me foram entregues para uma olhada!
A inflação alarmante, a violência, os espetáculos, fui assim, lendo apressadamente na ordem estabelecida por alguma rotina que invariavelmente se desenrolava, até que parei os olhos na manchete. A grande construtora dava o calote mais escandaloso que já se ouviu falar em clientes de todo o país!
Mais casos e mais casos e mais casos, que enchem os bolsos dos advogados de dinheiro, e o saco dos cidadãos de bem e de bens !
O Direito valendo-se dos códigos para dominar os instintos de alguns...


Ficou com vontade de ler mais?
responda.
Obrigada.


Grace Teles


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Grace Kelly



Não é à toa que levo este nome...
Com o Casamento Real,  Londres colocou Hollywood e Mônaco em evidência, pela semelhança nos vestidos de Suas Altezas. Pompa e circunstância cercaram a sexta-feira, 29/04/2011.
Aqui para os lados de Carmem Miranda, a Paulicéia Desvairada, São Paulo,  abre exposição com pertences de Grace Kelly, pelas mãos de Celita Procópio de Carvalho, Presidente do Conselho Curador da FAAP.
A exposição OS ANOS DE GRACE KELLY, PRINCESA DE MÔNACO, fica até 10/07/2011 na FAAP, Rua Alagoas, 903 - Higienópolis Tel.: 55 11 3662-7200 - A ENTRADA É GRATUITA


P.S. Quando da morte da princesa Grace Kelly, minha mãe enviou condolências ao Príncipe Rainier e filhos...e recebemos, do Serviço do Príncipe, os agradecimentos! Très chic!!!





 O Detalhe fica por conta dos serviços de nossos Correios e Telégrafos à epoca, que já em 1982, não entendeu que o telegrama deveria ter sido em meu nome e também pelo registro de nosso primeiro endereço em Santos/SP.


Saudades duplas! Da princesa com sua beleza ofensiva e de Santos na infância!


Grace Kelly Castilho Teles






Benção


" O Senhor te abençoe e te guarde;
O Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;
O Senhor levante o Seu rosto sobre ti e te dê a Paz! "
(Números 6 : 24-26)



segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Jardim



Eu construí um jardim onde plantei as sementes do amanhã.
Plantei amor, harmonia, paz, alegria e todas as boas sensações.
Enterrei lá alguns rancores, desilusões e problemas insolúveis.
Revolvi a terra marrom avermelhada e mil tons de verdes espalharam-se por entre os galhos e troncos.
Pássaros entoam verdadeiros hinos, odes ao Criador.
E é em meio a este cenário que as palavras absorvidas pela literatura povoam meu interior... ecoam em minha existência ... e libertam-se de mim...
Eu construí um jardim...
...e quando eu precisar de Paz, é lá que eu vou estar!

Grace Teles

Parque Villa Lobos
Domingo, 01/05/2011
Livro: Perdas e Ganhos da Lya Luft, para ler e pensar...


 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O quê o Criador pensa sobre isso...

...Acho que ele vê e sabe o quanto a Sociedade está doente!!!



A criação de Adão ( Michelangelo )


Grace Kelly Castilho Teles


Disse em comentário sobre o caso das Trigêmeas do Paraná no  http://www.topnoticias.org/caso-de-abandono-das-trigemeas-em-curitiba-choca-a-sociedade/#comment-95

12/04/2011 às 9:38 pm

Para refletir…

... Quantos casais almejam ter filhos e sofrem com a esterilidade…quantos filhos sofrem rejeição…Não há o quê pensar sobre gente que que dá aos seus filhos legítimos o mesmo tratamento que se dá às ninhadas de cães… Talvez eles não pensem assim… Talvez eu não os pudesse julgar… Talvez essas crianças tenham, através deste infortúnio,  encontrado a sua sorte!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sempre penso isso...




“... Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte... Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.”



Rubem Alves



sexta-feira, 11 de março de 2011

Pra não dizer que não falei...






Pra não dizer que não falei, eu li e contei...
Centenas de vezes a mesma coisa, no intuito de fazê-la entender...

Não escutou, não entendeu, saiu correndo por entre as escadas, descendo de dois em dois degraus, parando só quando o último lance bifurcou em dois corredores, longos...

Foi daí que percebeu a distância, entre os extremos que a convidavam: a paz da ignorância e a responsabilidade frente ao desafio que a esperava...de braços abertos, tanto quanto a paz que ela precisava...

Paz ou o desafio? O caos rumo ao desconhecido...?

Caiu sobre si paralisada, estupefata, com os olhos negros fitando o nada. Lívida. Opaca, feito uma boneca de cera...ou um manequim...

O tapete vermelho a recebeu como a acariciar sua pele tipo porcelana...

...então ela levantou-se subitamente...

e fez...o que deveria ter sido feito.

Gritou a quê veio, e recebeu aplausos de uma platéia inexistente.

Delirou, e entre uma névoa clara ascendeu.


Grace Teles


Créditos da imagem: Borges, A casa de Astérion


domingo, 30 de janeiro de 2011

MAFALDA BY QUINO


Hay dias que no sei lo que me passa...



PORTINARI...






VAI UMA RECEITINHA AÍ?




Envelhecendo em um minuto




Reflita...

Mamãe,

Sabia que um dia eu vou crescer e tudo vai ficar diferente...

porque é por mais que a genta não perceba,

e às vezes, se recuse a acreditar,

O tempo voa!

E com ele,

mais do que a minha imagem,

O risco é deixar de lado minhas idéias, meus sonhos, minhas vontades, minha essência...

Esquecer quem eu sou...

E você nem percebe, você já pensou nisto?

O problema é que a vida passa diante dos nossos olhos e a gente nem percebe e depois, tarde demais vai querer saber o quê fez de bom, sem ter tempo de recuperar...

Enquanto dá tempo, faça sua vida valer a pena!

...Antes que seja tarde!


INÍCIO DO DEPARTAMENTO DOA TERCEIRA IDADE NA IASD/ TABOÃO DA SERRA
SÁBADO, 29/01/2011

INSIGHTS...




"Voltamos a tratar com o Homem nas relações de trabalho.
  Por um período fomos tratados apenas como força produtora capaz de gerar bens.
  Agora, ainda somos isto, mas o pior, com sentimentos".

Grace Teles  12/10/2001

COMÉDIA DA VIDA PRIVADA







CENA 1:  O CADASTRO

Ela - Não vou fazer. porquê não quero e pronto!

Outros - Faça! Só de bagunça! Não precisa dizer a verdade!

Ela - Ah, é assim? Pois de bagunça eu só vou dizer a verdade...Não vai aperecer um!!!


CENA 2: ALGUÉM GOSTOU DE VOCÊ: O COMUNICADO

Ela - remete-se aos seus pensamentos mais irônicos: gostar a gente gosta de pizza, de cachorro...

Outros - Veja! Tem um que te escreveu!

Ela: Lê, cheia de surpresa, separado, 56, com filhos, gosta de bons restaurantes etc...aprecia pessoas verdadeiras.

Ele - Dá o telefone e não escreve mais.


DIAS DEPOIS...


CENA 3: CONTATO TELEFÔNICO:

Ela - Se enche de coragem e liga. Ao perguntar pelo nome Roberto, não há ninguém que o tenha, mas...

Ele - Pergunta a ela se pegou o número através de um site de relacionamentos pela Internet...

Ela - Quase desligando, responde que sim.

Ele - Eduardo agora, confessa-se a voz masculina do outro lado da linha.

Ambos - Conversam sobre...amenidades, e por fim,

Ele - Miguel


ALGUNS TELEFONEMAS DEPOIS...


CENA 4: O JANTAR

Ela - Dia de correria, preparativos, salão, maquiagem, roupas, ansiedade...

Ele- Dia de tristeza, dia de velório, indignação com a fragilidade da vida, um amigo que se foi...

Ela - Quase desiste, e até quer que ele cancele!

Ele - Não cancela. Confirma o jantar. Diz que vai ligar antes de chegar. Não liga...toca a campainha.

Destino: Restaurante francês à bordo de uma Mercedes...

Ela - Ri, porque não acredita que está ali.

Ele - Não está ali. Perdido em um turbilhão de emoções, comete o erro de olhar o relógio...

Ela - Se pergunta se foi incapaz de lhe amenizar a dor...as duas doses de bom whisky em copo duplo, responderam que não, pois ele não precisava de nada nem de ninguém ...  ele já estava anestesiado...

Ela  - Reflete: teria sido melhor se ele chegasse a pé, de ônibus, de fusca... se ele tivesse convidado para uma pizza, pedido coca-cola, água, teriam se conhecido melhor e iniciado a sua ( deles ) relação ( amizade, namoro ou sei lá ) através da comunicação que os uniria, aproximando suas realidades, ou não...

Ela - Ainda... Não fala isto a ele. O efeito poderia ser devastador.


CENA 5: THE DAY AFTER

Ela - Lembrando-se do que pensou, resolve ligar. Perde a coragem de falar e diz que ligou só para dar um "oi". Pensara em falar como pretexto para chegar a um fim.

Ele: Pergunta se ela gostou do jantar e diz que foi de coração!

Ela - Sem ênfase alguma, ela responde que sim ( A truta com molho de amêndoas estava uma marravilha! )

Ele - Deseja a ela um ótimo fim de semana!

Ela - Retribui, e , promete a si mesma que não vai mais ligar.


CENA 6: O DESFECHO

No fim de semena e nos dias seguintes ele não liga

Ela - Lembra-se do cadastro... e lembra dele ao se descrever: Sou um homem livre, que gosta do novo e pensa: a adrenalina do novo vicia. Espera que ele não ligue mais, porque então ela teria que lhe dizer sobre o imenso vazio que a inundou na última hora em que estiveram juntos...A maior solidão é a que se sente mesmo estando acompanhada. Decide que não vai nem ao menos lhe enviar isto por e-mail...mas, e tem sempre um mas..., quem já deu uma bronca por telefone pelos tantos nomes, pode e deve, porque ele já sabe que ela é muito brava!

MAS...ELA NÃO ESTÁ BRAVA COM ELE...

Está furiosa é com a vida, que de tantos encontros lhes proporcionou este.


CENA 7: AINDA POR ESCREVER

Vinícius de Moraes - A vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida...

Ela - Há duas maneiras de se interpretar a crônica acima. Faço votos de que você o faça da maneira correta.


THE END


Curitiba, 05 de outubro de 2003
Imagem retirada da Internet Google






Cafés...




DO CAFFÈ METRÓPOLIS PARA O MUNDO

Cenário propício à divagação.
Momentos retirados da realidade ou inserindo-se nela, dubiedade personalíssima de quem vos escreve.

A poucos metros da Rua das Flores, Rua XV, Boca Maldita, Boca Pequena, benditas sejam entre os curitibanos da gema, meu admirável público!

Chamem-me por Reneè.

Outro dia, conheci um elegante senhor que, como pede a discrição, chamarei-o pelo pseudônimo de Dr. Olavo. ( Médico? Advogado? Dentista? Engenheiro???) Tão aposentado quanto eu.

Aproximamo-nos pelos comentários dignos das filas...( são ótimos e quase sempre , os mesmos iniciadores de prosa...)

- Mas que calor hein? Dirigi-me a ele que estava assentado nas ricas cadeirinhas do lado de fora.

Distantes a duas mesas, nossa conversa iniciou-se em um tom natural e assim permaneceu até o final.

Receptivo, o Dr.Olavo concordou comigo e perguntou se eu era daqui de Curitiba. Respondi-lhe que sim, melhor não denunciar-me um forasteiro. Minha família é daqui. agora, também sou.

Perguntou também se eu já havia passado por dias tão quentes em Curitiba.

Minha evasiva deu certo: - Não que eu lembre.

Apreciamos duas estudantes falantes desfilarem sua exuberante juventude por aquela calçada. O bom de se chegar a certa idade é a ausência de comentários...

O Dr. Olavo fez-se muito parecido comigo: conversador brilhante ( não tenho nenhuma modéstia ), casado, de família grande, sensibilizou-me o apego aos netos. Fotos na carteira e peripécias milimetricamente acompanhadas aos finais de semana!

Apreciadores das artes, comentamos sobre o festival de Teatro de Curitiba e sobre memoráveis apresentações do Teatro Guaíra ( algumas tive o prazer de estar na cidade para assistir...).

Revelou-me um envolvimento que teve com uma grande artista, sempre bem vinda a qualquer sala de Teatro, que quase custou-lhe o casamento. Caso abafado por todos, sabido por muitos e nenhum pouco comentado. Sorte do Dr. Olavo, ou azar, por ter dado fim ao seu deslize extraconjugal com tamanha diva do cenário nacional! Não ousei colocar-me em seu lugar, respeito muito  o destino e a decisão de todos.

Pergunto-me por quê cargas d´água abrimos a nossa vida a "ilustres" desconhecidos e também se não nos tornaríamos amigos de verdade caso houvesse outros tantos encontros...A afinidade responde que sim.

Ah que aromas convidativos...pedi outro café.

Acabei por despedir-me com um pouco mais de vinte minutos de boa prosa, alegando que teria de apressar-me acaso não quisesse meus sapatos recém engraxados tragados pelas águas de mais um fim de tarde de verão.

Outro dia, conheci um estudante de Direito, ali da Curitiba.

Sou um inveterado puxador de conversa, aquela desinteressada, verdadeira, inofensiva, fruto do que somos e apresentamos à vida...

...Mas isso é conversa para um outro dia...



Curitiba, 18/03/2001



domingo, 22 de agosto de 2010

O mundo perdeu o glamour...





Ninguém mais dança New York, New York ou Cheek to Cheek de rosto colado.
Raramente se vê brindes com Chanpagne!
Chanel não arrasa nos tailleurs de corte impecável, em coques esculturais e óculos Jackie O.!
As Mercedes Benz já não estão na moda, hoje é Ibiza, não mais a Côte d´Azur!
Os aeroportos perderam sua elegância. Não se sente mais um legítimo parfum francês!... Nem um homem elegante ao longe! Até as aeronaves parecem que perderam sua...leveza!
Pares? As pessoas andam aos bandos!!!
Nenhum quê de poesia sobre o tapete do asfalto...cinza é a cor do céu!
A elegância, o charme e o glamour morreram com o século passado?
Tudo está muito básico! Básico os cambau!
Quero ler Simone de Bovoir, Jean Paul Sartre, Nitche, Santo Agostinho, Mário Quintana, Drummond, Cecília Meireles, Manuel Bandeira...Professor Fernando Henrique Cardoso, textos de Sociologia, Filosofia, Renèe Descartes, Edgard Morin...
Quero escutar música clássica, ir ao Municipal, assistir ballet, jogar gamão, ir à Hípica, ao Tennis Club, ao Clube dos Ingleses, ao Graciosa Country club, ao Clube XV...esse já não existe mais...
Quero escutar música, Glen Müller, Frank Sinatra, Edith Piaff, instrumental, instrumental dos anos 20, 30 e não ter gente perguntando sobre o que eu estou falando!
Quero discutir o intelecto, neurolinguística, falar sobre e com intelectuais, ...viajar para Paris, Suiça, Suécia, Reino Unido, ...ter parentes na Áustria! No Rio, hospedar no Copacabana Palace, recordar a Princesinha do Mar, a Radio Nacional, o Cassino da Urca, Ibraim Sued, a Confeitaria Colocombo, a Lapa...do Rio, de São Paulo, do Paraná, sempre uma saudade a importunar...
Hoje um PT Cruiser me lembrou requinte...assim como um jogo de chá de prata ou de porcelana inglesa, pérolas, e quadros de Renoir...
...ou então um piano de cauda, uma escadaria em mármore, um sapato Czarina,...um relógio Cartier...brilhantes!
Quero ouvir a orquestra na beira da piscina, e ter um luar de dar inveja!
Onde raios foram parar o charme, a elegância e o glamour?
A poesia, a prosa, o verso da música, a frase que não se ouve, o político que não encanta, o homem feito Carlos Gomes, Olavo Bilac, Vila-Lobos ou Niemayer e JK?
Tudo isto pertenceu ao século passado!
Todo o mundo é básico! Hoje temos gente básica, o que é pior! E sem vontade de conversar, de aprender, de saber, ...gente que de tão básica não vive, não sonha, não se encanta, não tem esses prazeres bobos como o de se vestir, comer, passear, fotografar, conhecer...registrar...pra quê?
Tenho saudades do que vivi e do que não vivi...
Não tenho gente à minha volta que entenda o quê isso significou para o mundo atual ou quê entenda o quê isso significa para mim...
Exibicionismo? Não...cultura!
Frivolidades, futilidade ? Não! Preconceito às avessas!
O mundo ficou pequeno e mesmo assim sobra espaço para quem não é profundo, introspectivo, observador, filósofo...



Texto de quem nunca, mas absotutamente nunca foi...básica em algum dia da sua vida! Elegante? Talvez...



Charmosa? ...Com o charme de toda a nostalgia que aqui nestas linhas ficou...



Aqui, sou artista, louca e poeta... e... principalmente sonhadora...porque o meu mundo é pleno de tudo isto...



Grace Teles... em Sampa...04/01/2010

domingo, 8 de agosto de 2010

FELIZ DIA DOS PAIS!


Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ância da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; Pois suas almas moram na mansão do amanhã,que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. (Kahlil Gibran 1883 - 1931)


 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

LUA ADVERSA




Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu...


CECÍLIA MEIRELES